Vivi mais de mil anos. Morri incontáveis vezes. Esqueço o número exato. Minha memória é uma coisa extraordinária, mas não é perfeita. Sou humano.
Nunca tive filhos, nunca envelheci. Não sei a razão. Vi beleza em coisas incontáveis. Eu me apaixonei e ela é quem resiste. Eu a matei uma vez, morri por ela muitas vezes e ainda não tenho nada para exibir. Sempre a procuro. Sempre me lembro dela. Carrego a esperança de que, um dia, ela venha a se lembrar de mim.
Encontrar o amor verdadeiro nunca é fácil.
Mas para Daniel, o protagonista de Meu nome é memória, isso parece ser ainda mais difícil. Ele tem um dom que por vezes assemelha-se a uma maldição: lembra-se de todas as suas vidas passadas. E em todas elas, foi apaixonado por Sophia.
Inglaterra, Antioquia, Congo Belga, Constantinopla, Georgia.
Todos esses lugares já presenciaram o amor do casal, porém Sophia nunca se recorda das memórias passadas. Vida após vida, através de dinastias e continentes, Daniel tenta fazê-la relembrar esse amor e conquistá-la para sempre, mesmo que ela mude de nome e aparência. Mas, em todas às vezes que Daniel e Sophia tiveram uma aproximação, foram separados de maneira dolorosa e fatal.
No entanto, quando se reencontram em 2007, Sophia – que agora se chama Lucy – começa a lembrar do passado.
Aos poucos, flashes das vidas anteriores vêm à memória, lembranças sensoriais se reavivam e ela percebe que Daniel faz parte de sua vida desde sempre.
E agora, se o casal quiser passar suas próximas vidas juntos, terá que compreender e superar o inimigo desse amor.